quarta-feira, 14 de julho de 2010

Brasil: um novo tempo

Há alguns dias comentei com alunos de que se anunciava a perspectiva de que em 2016 o Brasil deve erradicar a miséria. Foi um espanto geral. Essa reação não é novidade e nem podemos culpar as pessoas que se mostram céticas. Crescemos e vivemos até a pouco com a síndrome do vira-lata, culpa de uma realidade política e econômica que nos fez perder a auto-estima e a fé na nação brasileira. Agora o IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada) confirma a informação de que a miséria deve ser banida do país em seis anos.
O Brasil passou décadas sendo visto como o país do futebol e das mulatas.
Nossa história recente, entretanto, está estimulando uma mudança e mostrando a grandiosidade do Brasil e do seu povo. Eu chamo de ciclo das boas notícias. É uma seqüência de fatos que estão nos instigando a acreditar mais no nosso país. Vejamos: inflação sob controle, formação de reservas suficientes para quitar a dívida externa e ainda ter condições de emprestar ao FMI e a outros países, a descoberta do pré-sal, a rápida reação à crise de 2008, o crescimento econômico acelerado (até exagerado para nossos padrões), a copa do mundo de 2014, as olimpíadas de 2016, essa informação do IPEA, dentre outras.
Apesar do ceticismo de muitos, eu acredito que o Brasil tem condições de sediar esses eventos tão grandiosos. Aliás, esses eventos também devem contribuir com o crescimento nos próximos anos, com vultuosos investimentos em infra-estrutura nas cidades que vão sediar os jogos. Destaca-se a necessidade de controle e transparência no uso dos recursos.
Neste momento em que a copa acabou, precisamos fertilizar esse patriotismo e mantê-lo em alta, estimulando cada vez mais o amor pelo Brasil, pelo brasileiro, pela nossa história e pela nossa capacidade empreendedora.
É verdade que precisamos melhorar muito em várias áreas, mas também é inegável que temos muitos avanços. Avanços que começaram com o fim da ditadura e que, sem dúvida, estão tendo seu ápice agora, mediante um conjunto de medidas de cunho governamental. Negar isso é ranço político. Aliás, embora os avanços, muitos de nossos políticos continuam tendo mais prazer em denegrir e rebaixar seus opositores do que trabalhar pelo povo e pela pátria.

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